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domingo, 10 de fevereiro de 2013

A poderosa vitamina do sol

Antigamente achava-se que a vitamina D tinha a função de permitir uma melhor absorção do cálcio da dieta, e a sua fixação no nosso esqueleto, assim tornando os ossos menos sensíveis a fratures. Mas, agora, vários estudos demostram que esta vitamina também é importante para o bom funcionamento do sistema imunitário e cardiovascular. 



Contudo, mesmo sabendo que a vitamina D é fundamental para a nossa saúde, algumas pessoas encontram-se com alguma deficiência desta mesma substância.


Então como podemos prevenir ou reduzir essa mesma deficiência? Para prevenir é importante englobar as duas fontes da vitamina, a luz solar e a alimentação. A luz solar é a principal fonte (85-95%) dessa vitamina. Contudo, alguns factores influenciam essa mesma produção, tais como, a latitude, a estação do ano, a hora do dia, área de pele exposta, o uso de protector solar, a poluição, a pigmentação da pele, a idade, queimaduras da pele, entre outros. 

Este conjunto de factores faz variar muito a síntese, e por vezes, torna-a insuficiente nos meses de Inverno. Então, a alimentação assume o seu papel. 

Os alimentos mais ricos em vitamina D são os óleos de fígado de bacalhau, os peixes gordos, tais como a sardinha, o arenque, o atum, a cavala e o salmão. Os ovos, a carne, o leite fortificado e a manteiga também contêm pequenas quantidades. No caso dos suplementos, contendo doses elevadas de vitamina D, só podem ser consumidos com o aconselhamento do seu médico e/ou nutricionista. 

Aproveite este Inverno para introduzir mais alimentos ricos em vitamina D ao longo da sua ementa semanal e aproveite para apanhar um pouco de sol, sempre com muito cuidado para não apanhar um escaldão. Mesmo que no Inverno não seja muito frequente, desfrute do sol, mas com segurança!

Márcia Freitas ,Nutricionista 
Nº Ordem: 1210N

O meu artigo Semanal no Jornal da Madeira
Publicado no dia 9-02-2013

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A vitamina do sol

A vitamina D é uma das várias substâncias essenciais à saúde humana e a exposição moderada ao sol é uma melhores formas de a obter. Trata-se de uma vitamina que permite uma melhor absorção do cálcio da dieta e a sua fixação no nosso esqueleto.

A falta de vitamina D provoca uma maior fragilidade dos ossos, tornando-os mais susceptíveis a fracturas ou a deformações. Além do mais esta vitamina parece ser importante em áreas como a imunidade ou a saúde cardiovascular.

A vitamina D tem, no entanto, uma característica distintiva: sob determinadas condições, esta vitamina pode ser por nós fabricada em quantidade suficiente para satisfazer as nossas necessidades. Que condições são estas? Antes de mais, é necessário que a pele esteja exposta à luz solar por tempo suficiente. A quantidade produzida depende de muitos factores, dos quais os mais importantes são o tempo de exposição, a superfície de pele exposta, a hora do dia, a estação do ano, a latitude do lugar, o tom de pele e a idade da pessoa. Este conjunto de factores faz variar muito a síntese desta vitamina e sobretudo, torna-a insuficiente nos meses de Inverno em países como Portugal. Acresce que, nos meses de maior intensidade de radiação solar, a preocupação com o aparecimento de cancro de pele tem levado - e bem - a um aumento do uso de protectores solares, que reduzem muito a produção de vitamina D: por exemplo, um creme solar com factor de protecção 8 reduz 95 por cento e um com factor de protecção 30 reduz 100 por cento a capacidade de produzirmos vitamina D.

Assim, resta o recurso à alimentação para satisfazer as nossas necessidades, o que coloca igualmente alguns problemas. A vitamina D existe em quantidades significativas num número bastante reduzido de alimentos. Os mais importantes são os peixes gordos - como o salmão ou a sardinha -, o fígado e a gema de ovo. No entanto, seria necessário comermos todos os dias sardinhas gordas ou salmão para ingerirmos os valores necessários de vitamina D, o que não é prático nem aconselhável.

O que podemos então fazer para contrariar esta dificuldade e assim garantirmos uma saúde óptima para os nossos ossos? A resposta terá sempre de englobar as duas fontes da vitamina, ou seja, a luz solar e a alimentação. Quanto à alimentação, parece difícil escapar à necessidade de recorrer a alimentos fortificados ou enriquecidos em vitamina D. Nos EUA, e em muitos outros países, todo o leite é fortificado com esta vitamina, mas em Portugal tal prática não é universal. Este tipo de leite está, no entanto, disponível no nosso país (embora seja significativamente mais caro), recomendando-se o seu uso sobretudo nos meses de Inverno. No limite, o recurso a medicamentos contendo doses elevadas de vitamina D pode ser a única solução para pessoas que apresentem já uma carência acentuada deste nutriente.

Relativamente à luz solar, tentar expor-se o mais possível, mas sem ficar com o tradicional “escaldão”, é a medida mais saudável, e certamente mais barata, de contornar o problema. Desfrutar do sol em segurança durante todo o ano é, pois, uma prática saudável da qual não devemos abdicar.

Retirado do life&style